Uma década novinha em folhaDe ACA-M Comunicado de 2010/01/06
A 1ª Conferência inter-ministerial global sobre segurança rodoviária aprovou os termos de uma Iniciativa Global sobre Segurança Rodoviária: a Declaração de Moscovo. As organizações não-governamentais - entre as quais a ACA-M - têm promovido nos fora internacionais, e nomeadamente na Conferência de Moscovo (19-20 Novembro 2009), um Apelo Global para a Segurança Rodoviária e o Apoio às Vítimas da Estrada. A União Europeia, por sua vez, ultima um novo Livro Branco sobre Segurança Rodoviária com novas metas de redução da sinistralidade, a cumprir pelos 27 países-membros. Porquê tantas iniciativas e tantas preocupações? Porque a nível mundial o número de mortos e feridos por atropelamento, colisão ou despiste não pára de aumentar, na proporção da expansão do automóvel em diversos mercados emergentes. E em Portugal, como estamos? Com grande probabilidade, no fim de um ciclo de redução continuada da sinistralidade grave, por razões de ordem estrutural: a democratização do automóvel nos últimos 15 anos teve como efeito a familiarização da sociedade portuguesa com os riscos inerentes à condução automóvel e, como aconteceu à 50 anos nos EUA e à 30 na Europa Ocidental, uma diminuição significativa do número de acidentados graves de ano para ano. Beneficiámos também de um conjunto de directivas europeias reclamadas pelos países do norte da Europa, que aumentaram muito os níveis de segurança passiva dos automóveis vendidos no espaço da UE. O governo promete mostrar, daqui a seis meses, os números reais da mortalidade rodoviária, e já não os números fictícios a que nos habituámos nos últimos anos. E promete, outra coisa não seria de esperar, melhor fiscalização, melhor gestão da infracção, e melhor estratégia de segurança rodoviária. Infelizmente, este e outros governos tanto prometeram e tanto propagandearam que a prudência obriga a um certo cepticismo. Eis algumas razões para tal:
|



