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Propostas Contra a Guerra Civil nas Estradas

Generalidades

O automóvel não é apenas um meio de transporte. É também um factor de socialização. Quando utilizado indevidamente, conduz ao autismo, à violência e ao crime. Pode tornar-se uma arma letal, no interior da qual o condutor perde a sua consciência social, quando se deixa dominar por sensações de prazer e risco.

A impunidade, a falta de civismo, o autismo anti-social domina as estradas portuguesas. Muitos utentes do meio rodoviário encontram-se totalmente impreparados para conviver no meio rodoviário, considerado como factor de socialização.

Não há que olhar para este grave problema numa perspectiva de divisão de culpas e de rejeição de responsabilidades. Não faz sentido desresponsabilizar o condutor culpando as estradas, a sinalização, a má fiscalização, e o mau funcionamento da autoridade estatal. Inversamente, não faz sentido responsabilizar e condenar os condutores sem que o Estado assuma a sua própria responsabilidade como garante do direito público ao uso de infra-estruturas rodoviárias seguras e pacíficas.

Atentos ao que desde há quase quatro anos vimos designando como uma guerra civil nas estradas portuguesas, e tendo em conta o contexto actual de aumento do número de mortos e de auto-desautorização do Parlamento, vimos apresentar um conjunto de propostas práticas, em várias áreas, para redução desta verdadeira chaga da sociedade portuguesa.

Legislação

Economia e fiscalidade

Educação

Justiça

Investigação e ensino

Saúde

Actividade seguradora

Coordenação administrativa

Promoção da segurança rodoviária

Fiscalização